CARROS ELÉTRICOS. INTERESSES EM DISPUTA. OUTRA ENERGIA PARA O BRASIL
00 / QUEM DECIDE O FUTURO?
Carros elétricos. Quem está puxando o freio?
O Brasil pode reduzir a poluição e o gasto para rodar. Mas impostos, incentivos e pressão da indústria ajudam a definir quem terá acesso a essa mudança. É uma disputa que afeta a sua vida.
Percorra os dados e as decisões que definem essa transição.01 / O QUE RESPIRAMOS
O que sai do carro entra na vida de todo mundo.
Queimar combustível libera gases que aquecem o planeta e poluentes que prejudicam a saúde. Os impactos vão além de quem está ao volante.
Reduzir a poluição do transporte é uma questão de clima e de qualidade de vida nas cidades.
Montadoras apresentam suas demandas ao governo. Tarifas, tributos e incentivos podem proteger investimentos, mas também precisam entregar acesso, emprego e redução de emissões. Quem cobra essas contrapartidas?
Visualização simbólica · CO₂ é invisível; a fumaça representa emissões
A DISPUTA ESTÁ NOS DOCUMENTOSQUEM PEDE. QUEM DECIDE. QUEM PAGA.
A indústria faz lobby. E o interesse público?
Lobby é a atuação organizada para influenciar decisões públicas. No setor automotivo, essa influência aparece em audiências, pedidos de tarifas e programas de incentivo. Conhecer os documentos permite cobrar o governo com precisão.
01 / TARIFAS E MERCADO
Uma demanda da indústria vira decisão de governo.
O próprio MDIC informa que a antecipação da tarifa de importação atendeu parcialmente a um pleito da Anfavea. A medida descrita leva veículos eletrificados desmontados (CKD) a 35% em janeiro de 2027, antes do prazo anterior de julho de 2028.
O governo cita investimentos e fortalecimento da cadeia nacional; a decisão também concedeu cotas temporárias de importação com tarifa zero. Proteger a indústria exige uma pergunta: quais metas de preço, emprego e emissões a população recebe em troca?
A bateria entrou no argumento. E a vida inteira do carro?
Na audiência da Câmara de 24 de junho de 2024, Margarete Gandini, diretora do MDIC, pediu a inclusão dos elétricos no Imposto Seletivo e defendeu contabilizar a pegada de carbono das baterias.
A produção de baterias e a mineração têm impactos reais. A comparação precisa incluir também combustível, eletricidade e uso do veículo. A campanha cobra critérios ambientais completos e transparentes.
Na mesma audiência, a Anfavea foi contrária ao Seletivo sobre automóveis em geral. A LC 214 prevê critérios para graduar as alíquotas: estar sujeito ao imposto não significa pagar a mesma taxa.
Uma pesquisa de FGVces e FEM/Unicamp, contratada e financiada pela Fundep, analisa principalmente a fabricação. AEA e Anfavea participaram como parceiras e no comitê consultivo. O projeto recebeu cerca de R$ 6,5 milhões em um programa ligado a benefícios tributários.
O resultado da fabricação, isolado, não responde qual carro emite menos durante a vida. O próprio relatório traz um anexo exploratório de uso em que a comparação muda conforme os veículos rodam.
A relação com a indústria merece transparência. A crítica ao uso público de um recorte precisa respeitar o que os autores efetivamente calcularam.
01 / O PREÇO DA RECARGAEM CASA E NA RUA, A CONTA É DIFERENTE.
Em casa ou na rua? A conta muda.
Escolha um estado, consulte as referências e compare os custos da sua rotina. O preço da conta de luz e o serviço de recarga pública são coisas diferentes.
Uma referência ajuda a começar. Para chegar mais perto do que você paga, ajuste os valores da sua fatura e do ponto de recarga.
SP
Carregando o mapa dos estados…
Com referência residencialSem amostra localSelecionado
Selecione pelo mapa ou pela lista de estados.
Contornos simplificados: IBGE. O mapa mostra a cobertura das referências, não um ranking de preços.
Não há preço local confirmado nesta apuração. Você pode testar uma tarifa de rede, identificada abaixo, ou informar o preço do seu ponto.
EXEMPLO DE OPERADOR
—
Confira o preço no ponto de recarga
Como ler esta referência +
AC é recarga em corrente alternada; DC é corrente contínua, normalmente usada em recarga rápida. Preços podem mudar; confira também estacionamento e ociosidade.
Os preços identificados acima entram como ponto de partida. Todos os campos podem ser ajustados. Gasolina, distância, consumo e sessões começam com hipóteses ilustrativas.
E QUEM JÁ TEM PLACA SOLAR?
A compra extra da rede pode ser muito baixa.
Quando há geração própria já disponível e a recarga acontece durante essa geração, a compra adicional de energia da rede pode cair muito. O sistema continua tendo investimento, manutenção e possíveis cobranças da rede. Compensar créditos depois é diferente de consumir a energia solar na hora.
Esta comparação estima energia e custos de recarga informados. Não é o custo total de ter um veículo: compra, financiamento, seguro, tributos do veículo, manutenção e depreciação também importam. Referências residenciais, exemplos de operadores e hipóteses de cálculo são identificados separadamente.
02 / O QUE PRECISA MUDARAS PRIORIDADES DA CAMPANHA.
Uma transição com acesso e interesse público.
A eletrificação depende de mais do que uma escolha individual. Governo, Congresso e setor automotivo influenciam o preço dos veículos, a rede de recarga e o ritmo dessa mudança. Estas são as prioridades que defendemos.
01 / ACESSO
Veículos e crédito mais acessíveis.
Incentivos que ampliem o acesso e considerem a realidade de quem depende do veículo para trabalhar. A transição precisa alcançar mais pessoas e faixas de renda.
02 / RECARGA
Recarga onde as pessoas precisam.
Uma rede confiável em cidades, estradas e locais de trabalho, com preços claros e alternativas para quem não pode recarregar em casa.
03 / REGRAS PÚBLICAS
Incentivos ligados a menos emissões.
Tributos e políticas industriais com critérios transparentes, que considerem os impactos da fabricação e do uso dos veículos. O benefício ambiental precisa orientar as decisões.
04 / A CIDADE TODA
Ônibus e frotas também entram.
Acelerar a eletrificação do transporte coletivo e das frotas, junto com melhorias no transporte público, nos deslocamentos a pé e de bicicleta.
É nessas decisões que vale prestar atenção.
A reforma tributária define regras de cobrança; o Mover orienta incentivos à indústria. Acompanhar esses temas ajuda a perguntar quem será beneficiado e quais impactos estão sendo considerados.
Prioridades propostas pela #EletrificaçãoJá. Os links levam a páginas oficiais para consultar as regras e a tramitação atualizadas.
ABAIXO-ASSINADO · #ELETRIFICAÇÃOJÁSEU APOIO VIRA UMA DEMANDA PÚBLICA.
AO GOVERNO FEDERAL E AO CONGRESSO NACIONAL
A eletrificação precisa chegar a mais gente.
Pedimos políticas públicas que acelerem a eletrificação da frota brasileira, reduzam as emissões do transporte e ampliem o acesso à mobilidade menos poluente.
Mais acesso: veículos e financiamento que considerem a realidade de quem precisa se deslocar e trabalhar.
Recarga disponível: infraestrutura confiável em cidades, estradas e locais de trabalho, com alternativas para quem não recarrega em casa.
Menos emissões: metas e incentivos com critérios transparentes, considerando a fabricação e o uso dos veículos.
Transparência e contrapartidas: divulgação dos interesses que influenciam as decisões e metas verificáveis de acesso, emprego e descarbonização para os incentivos à indústria.
Transporte coletivo: eletrificação de ônibus e frotas, junto com melhorias no transporte público e na mobilidade ativa.
Os apoios serão reunidos pela INDICA e apresentados a legisladores e responsáveis pelas políticas públicas, junto com os materiais e os resultados da campanha. A lista de nomes não será publicada neste site.
—carregando apoios registrados
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O apoio é gratuito. Não é preciso criar uma conta.
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Como seus dados são usados
Responsável: INDICA, responsável pela campanha e pela coleta dos apoios. Contato: indica.osc@gmail.com.
O nome e a localização opcional são usados para organizar o abaixo-assinado e apresentá-lo a legisladores e responsáveis pelas políticas públicas. Um código protegido derivado do e-mail evita apoios duplicados. A página pública mostra somente o total de apoios.
Os dados do apoio serão utilizados para esta campanha, sua entrega institucional e prestação de contas. Se você marcar a autorização opcional, seu endereço de e-mail também será guardado, junto com a data e o texto da autorização, para a INDICA enviar contatos e materiais desta e de outras campanhas. Essa escolha não é necessária para assinar o abaixo-assinado e não é feita automaticamente.
Você pode cancelar a autorização de contato ou solicitar acesso, correção e exclusão dos dados pelo e-mail da INDICA informado acima. O botão de retirada, no mesmo navegador em que assinou, exclui o apoio e a autorização de contato associada. O recibo de retirada é salvo apenas no seu navegador. Por segurança, tentativas excessivas podem ser temporariamente limitadas.
03 / DÚVIDAS QUE IMPORTAMINFORMAÇÃO PARA FAZER ESCOLHAS.
Baterias e recarga. Entenda os impactos.
Uma mudança desse tamanho levanta perguntas. Aqui estão algumas respostas para entender os benefícios e os limites dos elétricos.
01A bateria anula o benefício ambiental?−
Produzir a bateria gera emissões. Para saber o resultado ambiental do veículo, entram também a eletricidade usada e os quilômetros rodados.
Uma análise do ICCT estimou que, no Brasil, carros 100% elétricos têm cerca de um terço das emissões de gases de efeito estufa dos carros flex, no cenário de modelos de 2023. O cálculo inclui produção do veículo e da bateria, energia e manutenção. O resultado varia conforme o modelo e as premissas.
Em casa, quando há uma instalação adequada, no trabalho ou em pontos públicos e semipúblicos. A rede está crescendo, mas a distribuição dos carregadores ainda é desigual.
Antes de escolher um veículo, vale verificar os pontos disponíveis nos trajetos, os preços, os conectores e o tempo de recarga. Ter uma rede nacional não significa ter um carregador perto de você.
O carro 100% elétrico usa uma bateria para alimentar o motor e não queima combustível para se mover. O híbrido combina um sistema elétrico com um motor a combustão.
No híbrido plug-in, a bateria também pode ser recarregada na tomada. O resultado ambiental depende de quanto ele roda no modo elétrico e de quanto usa combustível.
Não. O custo depende da tarifa da recarga, do consumo do veículo e da distância percorrida. O preço de compra, o financiamento, o seguro, a manutenção e a depreciação também importam.
A calculadora desta página compara apenas o custo da energia para rodar. Ela ajuda a explorar cenários; não substitui a avaliação do custo total do veículo.
Uma pesquisa brasileira de FGVces e FEM/Unicamp, divulgada no âmbito do programa Mover, avaliou principalmente as emissões da produção de veículos. Esse recorte é chamado “do berço ao portão”: da extração das matérias-primas até a saída da fábrica.
A fabricação da bateria pode fazer o elétrico começar com mais emissões. Mas isso, sozinho, não permite concluir qual veículo emite menos durante toda a vida.
O relatório técnico também inclui um anexo exploratório sobre a fase de uso. No caso abaixo, a comparação muda à medida que os carros rodam. Selecione uma distância para ver os dados desse próprio relatório.
CASO EXPLORATÓRIO · SUVEMISSÕES ACUMULADAS · TONELADAS DE CO₂ EQUIVALENTE
SUV flex
SUV 100% elétrico
SÓ A FABRICAÇÃO
Na fabricação, o elétrico deste caso emite mais.
A produção da bateria está incluída. Os carros ainda não começaram a rodar.
Como ler estes números: Tabela A.5, relatório técnico, p. 105. Flex com 36% de etanol hidratado e 64% de gasolina C. O caso inclui fabricação e uso, mas exclui manutenção, substituição de bateria e fim de vida. As conclusões valem para as premissas deste caso.
FGVces e FEM/Unicamp executaram a pesquisa. A Fundep foi contratante e financiadora; AEA e Anfavea participaram como parceiras e no comitê consultivo. Os autores alertam contra conclusões baseadas em etapas isoladas.
O aporte divulgado foi de aproximadamente R$ 6,5 milhões, no âmbito do Rota 2030, sucedido pelo Mover. O arranjo envolve contribuições empresariais vinculadas a benefícios fiscais. A documentação consultada não comprova repasse direto do Tesouro a este projeto.
A eletrificação reduz impactos de uma parte do transporte. Cidades melhores também precisam de ônibus de qualidade, deslocamentos a pé e de bicicleta e planejamento urbano.
Por isso, a campanha defende ampliar o acesso aos elétricos junto com a eletrificação do transporte coletivo e das frotas, a produção responsável e a gestão das baterias.
CARTILHA DE INFORMAÇÕESPARA LER, COMPARTILHAR E CONSULTAR.
GUIA COMPLETO · EM PORTUGUÊS
Entender para participar.
Quem influencia as regras da eletrificação? Uma cartilha sobre lobby, dinheiro público, tributos e evidências ambientais, com informações práticas para cobrar uma transição que beneficie a população.
14 capítulos e 40 fontes para sustentar a cobrança.
Lobby automotivo, tarifas e contrapartidas públicas.
Pesquisa FGV/Unicamp: financiamento, recorte e fase de uso.
Imposto Seletivo, baterias, mineração e ciclo de vida.
Bolso, trabalho, recarga, acesso e mobilização.
Os números vêm acompanhados do ano, da fonte e das condições de comparação. O simulador e os exemplos ajudam a fazer perguntas melhores sobre a própria realidade.
04 / LEVAR A CONVERSA ADIANTEPRÓXIMAS AÇÕES DA CAMPANHA.
MINIDOCUMENTÁRIO · EM PREPARAÇÃO
Quem dirige ajuda a contar essa história.
Um filme de cerca de 20 minutos vai reunir experiências de motoristas e entrevistas com especialistas: o que muda no trabalho, como funciona a recarga e quais desafios permanecem. O lançamento será divulgado após a produção.
PARA CRIADORES · EDITAL EM PREPARAÇÃO
Mais vozes para ampliar o debate.
A campanha prevê uma chamada para propostas de comunicação e mobilização sobre eletrificação. Criadores, comunicadores, agências e coletivos poderão usar esta base de informações. Regras e calendário serão divulgados quando o edital estiver definido.
A indústria já apresenta suas demandas. Vamos cobrar do governo e do Congresso regras que ampliem o acesso, reduzam emissões e tornem transparentes os benefícios concedidos ao setor.
Consulte os estudos e os dados usados nesta página. As prioridades da campanha são propostas; as estimativas do simulador dependem dos valores que você informa.